Recesso

Em meio a algumas taças champanhe seria complicado atualizar o blog. Portanto, ele estará fechado para postagens até dia 6 de janeiro ou enquanto durar a ressaca.

Até lá.

E muito obrigado pela presença durante este tempo.
Feliz Ano-Novo.

A primeira pedra

Ok, reconheço que não sou a melhor pessoa para jogar a primeira pedra quando o assunto é o mau trato à nossa língua mãe. Mas, não há como perdoar este erro que apareceu na seção de dicionários da livraria. O responsável bem que poderia ter colado do livro ao lado.

Valeu pela foto Júlio.



Então é Natal

A cada ano, a comemoração do nascimento de Cristo é mais absorvida pela celebração do consumo. Com sua farta distrubuição de presentes e a ajuda das promoções e propagandas natalinas, Papai Noel vem conquistando cada vez mais espaço na cabeça das pessoas.

Nas decorações das lojas, então, nem se fala. O Bom Velhinho não deixa espaço para a concorrência. Mas parece que, em pelo menos uma cidade, Noel ficará no prejuizo. A câmara municipal de Fluom-Winzeln, uma cidade com cerca de 3 mil habitantes na Alemanha, resolveu banir o Papai Noel (sim, não são só os nossos vereadores que andam muito ocupados).

O objetivo deste banimento é prestigiar a tradição de São Nicolau. O prefeito afirmou que Noel, além de ser um personagem artificial, não lembra em nada São Nicolau: uma pessoa que ajudava os carentes e um verdadeiro amigo das crianças. O comércio e as escolas aderiram à campanha de banimento e retiraram as decorações com Papai Noel e afixaram cartazes mostrando que o velhinho de vermelho não é mais bem-vindo.

Resta saber se, mesmo com o risco de não ser bem recibido, Papai Noel deixará presentes ao pé das árvores de Fluom-Winzeln.

Desculpe-nos o transtornos. Estamos aqui para melhor servi-lo.

É indiscutível que o treinamento de funcionários é um elemento importante para a sobrevivência de uma empresa. Pode ser demorado, e até desesperador, cair numa fila de um vendedor que esteja com "em treinamento" escrito no crachá. Mas é inegável que o treinamento só se completa com a prática do ofício.

Mas há coisas que o cliente não precisa saber ou ser lembrado. É claro que uma empresa visa o lucro, é óbvio que ela gostaria de aumentar o valor da compra de cada cliente. Mas o consumidor não precisa ser lembrado disso durante a compra.

Enquanto terminava o seu Cheddar McMelt, Joãozinho não podia deixar de ouvir a gerente do Mc Donald's que falava entusiasmadamente com seus funcionários no meio das mesas:
- Vocês têm que saber a diferença entre anotador e promotor. O anotador anota o que o cliente quer. O promotor sugere, vende. Eu não quero um anotador. Vocês têm que ser promotores. Têm que vender, anotar não é importante, vender que é. Tem que falar da nova sobremesa com calda de goiaba, tem que sugerir...

Como seria bom continuar na ilusão de que o sorriso da moça do caixa era apenas uma demonstração de simpatia.

Dúvidas de beleza

Para os cabelos: xampus e condicionadores para cabelos lisos, anelados, vermelhos, loiros, pretos, castanhos, fracos, curtos, longos, fortes, secos, oleosos, normais ...

Para o corpo: sabonete (líquido ou em barra) hidratante, esfoliante, firmador, para pele seca, oleosa, mista, negra, caucasiana...

Para as partes íntimas: sabonete líquido normal, com aroma, em lenços umidecidos, para crianças...

Para um cuidado especial: sabonete (líquido ou em barra) antiséptico, bactericida...

Para o rosto: gel ou espuma de limpeza para pele sensível, oleosa, mista, seca, extra-seca...

Como viveu minha bisavó que lavava tudo isso com sabão em barra, feito de gordura animal, que tinha cheiro e aparência horrível? E como uma foto dela, tirada no começo do século (quando não tinha o photoshop) a traz tão bonita?

Pagamento à vista

- Quanto custa esta blusa? Quero pagá-la à vista.
- Ela custa R$ 69,90. À vista, eu posso dar 10% de desconto. Mas o fulano (dono da loja) pode dar mais. Conversa com ele.

...

- Fulano, quero levar esta blusa à vista. Quanto de desconto você me dá?
- Hum... Posso dar 15%. Ela sai por R$59,00.
- Ah, não: 59 é um número feio. Pago R$ 55,00 (já entregando o cartão de débito).
- Não dá. O cartão de débito me consome 3,5%, não posso diminuir mais, mesmo à vista.
- E se eu pagar à vista com cheque. Faz por R$ 55?
- Hum... Pode ser... à vista, cheque... Ok.
- Ótimo. Anota aí que semana que vem eu passo aqui e te pago.

...

Conversa que só se escuta no interior deste meu Brasil.

Espírito de Natal.

Muitas vezes é melhor abortar um projeto do que executá-lo sem o dévido cuidado. Com a proximidade do Natal, as empresas se empenham em criar atrações para incentivar as vendas. Acontece que algumas não conseguem obter o que desejavam ou pior, o que era para aumentar o consumo acaba sendo um estímulo para reduzi-lo e ainda arranha a reputação da marca.

Segundo o Uai, um parque de Dorset, no sul da Grã-Bretanha, se esforçou para criar e divulgar a "Nova Floresta da Lapônia". Ao que parece, os esforços em divulgar a floresta natalina foi bem melhor do que os da execução do projeto, pois em apenas uma semana de funcionamento o evento gerou o protesto de 2 mil pessoas na entidade britânica de defesa ao consumidor. As queixas vão desde que o local não corresponde ao que foi divulgado, até um Papai-Noel que fumava durante a visita. A insatisfação gerada foi tão grande que um pai chegou a agredir o "Papai-Noel" depois esperar por quatro horas na fila, descobrir que não poderia tirar fotos do seus filhos com o Bom Velhinho e que iria ter que entrar em outra fila para receber um brinde.

A atração, além das reclamações e da agressão ao Papai Noel, rendeu agressão física a três seguranças e três "elfos", sem contar os que foram xingados. E, para piorar, o responsável pelo marketing do parque afirmou que as reclamações foram feitas por um grupo de "criadores de caso" profissionais, pessoas que gostam de entrar em filas e criar confusão. Bem, se ele acredita que há duas mil pessoas dispostas a entrarem numa fila apenas para criar confusão, acho que é melhor ele incluir um novo emprego na sua listinha para o Papai-Noel.

Fogueira da inquisição

Banner na fachada de uma livraria hoje na Savassi:
"Livros para iluminar o seu Natal"

Vão começar a por fogo?

Cortem as cabeças

O bom senso recomenda atacar a causa para se resolver um problema, mas há pessoas que insistem em paliativos, que podem até aliviar os sintomas por um tempo, mas que sempre vêm com algum efeito colateral.

"Banir propagandas (de fast food) reduziria obesidade infantil, diz estudo" - este é o título de uma matéria do UOL. Uma dedução mais do que esperada. Afinal alimentar o consumo é uma das funções da propaganda, bani-la reduziria o consumo em qualquer segmento, inclusive o de alimentos. Mas o real problema seriam os comerciais de hamburgeres? Segundo o estudo publicado no "Journal of Law & Economics", banindo as propagandas de fast food conseguiria-se reduzir o número de crianças de 3 a 11 anos acima do peso em 18%. Quantas crianças de 3 anos conseguem comprar algum produto por conta própria? E de 4, 5, 6...?

Que a obesidade infantil é um problema, não há dúvida. Mas as soluções passam mais para a educação dos pais do que pelo banimento da publicidade. Soluções como essa me parecem com aquela piada de corno que quando descobre que sua mulher o traiu no sofá, troca o sofá.

Haverá algo no céu além dos aviões de carreira.

Em 2012, entraremos de vez na era dos Jetsons, o desenho da produtora Hanna-Barbera do início da década de 60. Neste ano, o Skycar, o carro que voa, deverá ser comercializado em grande escala.

Embora a data prevista seja em um futuro próximo, o valor estimado para o produto pertence a um futuro muito, mas muito distante daqui - R$ 2,4 milhões. Pensando bem, a sua comercialização não será em uma escala tão grande pelo menos no início.

O "Carro" para quatro passageiros deverá voar a 600km/h e sua proposta é ser mais simples de se pilotar do que um helicóptero e consumir menos combustível do que um esportivo de luxo. Nada mal para quem vive preso nos engarrafentos das grandes cidades.


Só espero que o Skycar seja bem silencioso. Afinal, já basta o barulho do trânsito debaixo de minhas janelas.

Um único planeta.

Achei bem interessante quando vi na globo.com que na Malásia ocorre o Festival de Moda Islâmica. Na minha inocência não cabia que uma população com hábitos tão tradicionais pudesse incorporar uma das grandes celebrações do capitalismo ocidental como o desfile de moda.

Me lembrei que desde que ouvi falar sobre globalização pela primeira vez ouço sussurros praguejando contra o fim das tradições locais. Pessoas que defendiam que, por exemplo, os índios continuassem vivendo nas matas sem usufruir dos benefícios da tecnologia, enquanto os pregadores das tradições continuavam a usufruir de suas maravilhas tecnológicas em seus apertamentos da zona sul. Como se alguém tivesse o direito de decidir sobre como outra pessoa deva ou não viver.

Se uma tecnologia ou costume estrangeiro é positivo, por que não incorporá-lo? Nada contra as tradições e muito menos a favor dos desfiles de moda, mas as coisas evoluem e os costumes devem seguir o mesmo caminho. Afinal, a troca de mercadorias e conhecimentos não obriga as pessoas a mudarem seus hábitos - são seus próprios anseios que motivam a mudança.


Desfile de moda Islâmica na Malásia.

Vai um jabá aí?

Na linguagem da comunicação, jabá é aquele 'agradinho' que o jornalista recebe de uma empresa ou de uma fonte; ou que uma rádio recebe para tocar determinado cantor. Mas antes de esta palavra entrar no meu vocabulário com este significado, ela entrou na minha vida pelo caderno de receitas. E por um 'mico' gigante no Mercado Central.

O tio de uma amiga nos passou uma receita de caldo de mandioca simplesmente divino, que ele sempre fazia nas festinhas de dias frios. Pimentão, cebola, mandioca, bacon, temperos e... carne de jabá. "Açougue que tem carne para feijoada tem carne de jabá", garantiu-nos o tio.

Por algum motivo (talvez medo de descobrir que bicho estranho era esse que dava o toque de Midas no caldo) não perguntamos a ele o que seria esta carne de jabá. Dispostas a fazermos nós mesmas a receita, baixamos no Mercado Central com a receita nas mãos. Depois de comprar meio quilo de carne de jabá, já íamos saindo do açougue quando não me contive mais (para mim, era melhor saber o que eu estava comendo do que comer na ignorância e deixar a imaginação solta). "Moço", perguntei ao açougueiro, "como é um jabá? Que bicho que ele parece?".

O açougueiro fez questão de repetir a pergunta em voz alta para que todo o açougue parasse pra rir da nossa cara. "Menina, é carne de vaca mesmo". Lembro-me de rir também, ficar vermelha como o pimentão da sacola, e sair de fininho enquanto ouvíamos as gargalhadas dos açougueiros. Até hoje imagino se mais gente faz esta pergunta ou se aquelas duas meninas com uma receita nas mãos desvendando o Mercado o fez rir por mais tempo.

A internet chegou ao mundo dos mortais e pude, então, pesquisar o que significa a tal carne de jabá:

Carne-seca - Passa por processo de secagem como o da carne-de-sol, mas recebe mais sal e é empilhada em lugares secos. Precisa ser constantemente mudada de posição para que seus líquidos evaporem. Depois é estendida em varal, ao sol, até se desidratar completamente. É também chamada de charque, carne-do-ceará ou jabá.

Diferente da Carne-de-sol:
Carne-de-sol - Carne que passou por processo de secagem. O preparo requer que seja ligeiramente salgada e colocada em lugar coberto e ventilado, o que exige clima seco, como o das regiões do semi-árido do nordeste brasileiro (mas pode ser feita em outras regiões quentes). Com essa técnica a carne ganha uma casca protetora que a conserva internamente úmida e macia.


Sentindo na carne

Nunca gostei de usar band-aid. Sempre que usava me dava a impressão de que aquela proteção retardava a cicratização do ferimento, além de ser um saco na hora de tirá-lo. 

Hoje, achei uma versão simplesmente sensacional do produto. Nada como o bom e velho bacon para tornar as coisas mais saborosas. Para quem se interessar em encomendar o seu, cada caixa sai por U$ 4,90 pelo site mcphee.com.

Quem quer notícias de antes de ontem

Reduzir o preço, melhorar a condição de pagamento, enfim, qualquer esforço é válido quando é preciso  limpar o estoque para se obter espaço para os novos produtos. 

Uma promoção pode ser a última chance para a empresa transformar a mecadoria encalhada em dinheiro e também é a oportunidade para o consumidor adquirir o produto que queria numa condição mais vantajosa. Principalmente se o produto for perecível. O triste é que ainda podemos achar empresas que tentam empurrar produtos com prazo de validade vencido para seus clientes. 

Para quem se interessar, na Leitura é possível comprar os livros de astrologia com previsões para os anos de 2005 e 2007, por R$ 4,90 cada. Vai ver elas se concretizaram e você ainda não sabe disso.

Santa Eficiência

Em tempos de concorrência acirrada não basta apelar para os santos para garantir o pão nosso de cada dia, é preciso controlar os gastos e aumentar a produtividade. Em plena crise global e com aumento da concorrência, até o vaticano resolveu apertar as rédeas sobre seus funcionários. 

Segundo o uol, os funcionários do vaticano, padres, bispos e acerbispos inclusive, terão que bater ponto, como grande parte dos trabalhadores, toda vez que entrarem ou sairem do local. Bater o ponto todo santo dia até que não é uma medida nova para a igreja, mas havia sido suspensa durante 50 anos. 

Só não se sabe se o Papa também terá que bater o seu cartão. Afinal, chefe é chefe em qualquer lugar.

Alguém se lembrou das bolsas

Mulher ir ao banco é sempre uma aventura: nós versus a porta automática. Se fosse só deixar as chaves e o celular na gavetinha da porta, seria ótimo. Mas não. O sensor consegue pegar as ponteiras de metal da agendinha, a sombrinha, a cartela de remédio para dor de cabeça, o porta-batom por causa daquele detalhe de metal... quando não é a própria bolsa que dificulta a nossa entrada.

Não sou contra as portas de segurança. Pelo contrário. Sempre me submeti a isso com o prazer de saber que, se a porta barra meu anticoncepcional, vai barrar o revólver de um ladrão.

Mas esta semana tive uma doce surpresa ao ir ao Itaú. O banco colocou um guarda-bolsas (e demais apetrechos que não serão usados dentro do banco) perto das portas de entrada. Com o cartão do banco, abri uma portinhola, deixei minha bolsa com tudo de perigoso que tinha lá dentro e entrei no banco feliz com só com minha carteira. Na saída, foi só passar o cartão e ir embora. Tudo bem mais rápido do que o normal.

Não sei se outros bancos já pensaram nisso. Só sei que fiquei feliz e achando a sacada genial. Deve ter sido idéia de mulher (sem nenhum pré-conceito nesta afirmação).

A história das coisas

Ser um consumidor ecologicamente correto ou 'sustentável' é uma realidade da qual nós - ou nossas futuras gerações - não poderemos fugir. Eu já comecei minha parte, separando lixo para a reciclagem, mandando para doação aquelas peças do guarda-roupa que não uso há mais de um ano e usando ecobag para fazer supermercado.

Depois de ver o filme abaixo, me deu vontade de fazer ainda mais. Afinal, a revista Veja desta semana já avisou: "O planeta está esgotado: o homem já consome mais recursos naturais do que o planeta é capaz de produzir. O ritmo atual de consumo é uma ameaça para a prosperidade futura."



Eu quero e preciso fazer mais antes que meus filhos (ainda nem encomendados à cegonha) cresçam. Eles vão precisar de um planeta para viver.

Isso não dá para fazer

O seqüestro da adolescente Eloá, em Santo André, rendeu mais coisas mórbidas e assustadoras do que o esperado. E não estou falando de erros da polícia ou surtos do assassino/sequestrador. Nem do despreparo da imprensa nas coberturas ao vivo.

O mais assustador para mim foi receber um e-mail da assessoria de imprensa de uma psicóloga, psicanalista e psicoterapeuta da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguistica oferecendo a profissional para falar sobre os possíveis - e praticamente certos na opinião deles - traumas que a menina Nayara desenvolverá a partir de agora.

Além de listar tudo o que a menina sofrerá na esfera psíquica, o release ainda explica como a neurolinguística pode reverter estes traumas.

Ficam as perguntas:
- que tipo de psicólogo é esse que diagnostina de longe, baseado apenas no que dizem os jornais?
- que tipo de assessor de imprensa é esse que tenta se aproveitar de uma situação assim para sugerir algo tão sem escrúpulos?

Em ambos os casos, fica minha eterna tese: os sem-noção vão dominar o mundo.

Ciência

No imaginário coletivo, cientistas são aqueles sujeitos de óculos, cercados por tubos de ensaio, que trabalham criando coisas surpreendentes para o progresso da humanidade. Também existem aqueles que desenvolvem armas, podemos até concordar que suas pesquisas não trazem um bem para humanidade, mas não deixam de gerar um progresso científico.

Mas há pesquisas em que não conseguimos perceber claramente sua utilidade. Na verdade, são aparentemente inúteis e se destacam mais pelas risadas que provocam quando mostradas nos noticiários do que pela sua utilidade. Para premiar estas pesqisas é oferecido pela revista humorística Annals of Improbable Research o prêmio Ig Nobel.

Pode não parecer, mas este prêmio não é simplesmente uma piada. Para recebê-lo, a pesquisa não basta despertar sorrisos. O trabalho deve ter sido produzido, de preferência publicado em revistas conceituadas, e por último é revisado por cientistas espanhois que atestam sua "seriedade".

Sem falar no tempo e no dinheiro empregado nestes estudos, é difícil saber a real motivação destes pesquisadores e, principalmente, de seus financiadores. Veja alguns ganhadores de 2008:

Paz: O Comitê Federal Suiço de Ética sobre Tecnología Não-Humana, e todos os cidadãos suiços, por aprovarem em abril o princípio legal de que as plantas têm dignidade.

Medicina: O norte-americano Dan Ariely, por demostrar que falsas práticas medicinais caras funcionam melhor que falsas práticas medicinais baratas. (Estudo publicado no Jornal of American Medical Association)

Biologia: Marie-Christine Cadiergues, Christel Joubert y Michel Franc, da Faculdade de Veterinaria de Toulouse (França), por demostrarem que as pulgas pulam mais sobre os cachorros do que sobre os gatos. (artigo publicado na Veterinary Parasitology)

Química (2 vencedores): Os norte-americanos Sheree Umpierre, Joseph Hill y Deborah Anderson, por descobrirem que a Coca-Cola é um espermicida efeciente, (publicado no New England Journal of Medicine), e os taiwaneses C.Y. Hong, C.C. Shieh, P. Wu y B.N. Chiang, por descobrirem que a Coca-Cola não é um espermicida (publicado no Human Toxicology)

Economia: Geoffrey Millar, Joshua Tyber y Brent Jordan, da Universidade do Novo México (EUA), por descobrirem que os ganhos de uma stripter dependem de seu ciclo menstrual. (publicado no Evolution and Human Behavior)

Influência eleitoral nos diretores de criação:

Efeito Quintão politicamente correto
Gente. Vou falar a verdade procês. Agora que chegou este pedido de trabalho urgente nós vamos sentar, conversar e discutir. Porque gente cuida de gente e uma campanha para ser entregue daqui uma hora, dá para fazer. Deixar o cliente na mão? Não. Isto não dá para fazer.

Efeito Lacerda
Realizar uma campanha em uma hora requer experiência e maturidade. Com o apoio do Governador Aécio, do Presidente Lula, do Pimentel, do planejamento, do atendimento e da finalização, nós continuaremos o bom trabalho que está sendo feito e faremos ainda mais. Ampliaremos essa campanha e apresentaremos outras duas. Agora, serão mais 10 novas mídias e três linhas criativas. Faremos uma grande apresentação. Porque isso eu sei fazer.


Efeito Quintão brincalhão:
O atendimento mandou um PIT para apresentar uma campanha em uma hora?
Nós vamos rasgar e chutar a bunda deles. Vamos rasgar e chutar a bunda deles.

Um pingo no oceano

Uma pesquisa do portal Technorati constatou que 133 milhões de blogs foram publicados desde 2002 em 81 idiomas. Em média, são escritos 900 mil posts por dia e destes, você escolheu ler este aqui.

Muito obrigado. Sua visita é muito importante para nós. Deixe seu comentário que em breve iremos respondê-lo.

O meu é sem açúcar

Podemos até reconhecer pelo aroma mas sua aparência poderá não ser mais como antes. O cafezinho está cada vez mais elaborado. Primeiro, foi a diferenciação pela qualidade do grão e pelo aroma. Depois, vieram as bebidas com toques artísticos desenvolvidas por baristas ao redor do mundo.

Agora, a arte em servir café sofrerá outra transformação estética. A "coffe printer", uma impressora, com a mesma tecnologia das impressoras de mesa, que produz imagens e textos no café trabalhando o contraste da espuma do leite no café.


Vai ser mais difícil escolher o cafezinho.

Criatividade

Conceito: Inovar. Pensar e executar primeiro do que todos. Fazer algo que estava na cara, mas que ninguém percebia.

Exemplo:
"The average day". Pode ser bacana descobrir formas diferentes para se dizer a mesma coisa.

Arte, Diretor de Arte

Há algumas semelhanças entre o trabalho de um diretor de arte freelancer ao de um agente secreto. Ambos são chamados em cima da hora, quando algum problema já estourou ou está prestes a explodir. Se não executarem o trabalho no pouco tempo estipulado, o mundo acaba. Têm que agir rápido e sem deixar vestígios de sua presença. Lidam com um contato novo e diferentes padrões a cada serviço.  

Mas há grandes diferenças. Os diretores de arte não estão salvando o mundo. Eles não têm o mesmo orçamento para viagens e nem as garotas de um agente secreto (bem, se tiverem muita sorte, os D.A. conseguem ver algumas por fotos durante a escolha de casting). 

Se ao menos os D.A. pudessem obter os dígitos zero, zero antes do nome...

Anti-bafômetro

Quem entrava em uma farmácia em Porto Alegre (RS) tinha uma suposta boa notícia. Um cartaz pregado na parede do estabelecimento anunciava um remédio capaz de 'enganar' o bafômetro. O remédio, usado para o tratamento de alcoolismo crônico, não só não 'eliminava o álcool do organismo' como pregava o cartaz, como chegava a aumentar o índice de álcool no sangue.

Pela denúncia, a venda do remédio, de tarja vermelha, era estimulada pelos vendedores da farmácia e realizada sem receita médica. Os farmacêuticos serão indiciados por propaganda enganosa e por estímulo à automedicação.

Enfim, milagres não existem. Existe a coca-cola.

Não vote em Ninguém, mas em alguém

Escolher um candidato a vereador é muito difícil. Primeiro, porque pertencer aos quadros de determinado partido não significa que o candidato compartilha com os mesmo valores daquele (se é que se pode identificar claramente quais são os valores de um partido no Brasil).

Segundo, os candidatos não sabem quais são as reais atribuições de um vereador. Prometem mundanças em leis federais como redução da jornada de trabalho sem diminuição do salário, por exemplo. Coisa que eles só têm autonomia para mudar a sua própria, uma vez que não precisam bater ponto. 

Mas o pior são os candidatos e partidos que tratam as eleições como se fossem piadas - na maioria das vezes, sem graça. Como votar num Raul Seixas que prega 'viva a sociedade alternativa' ou no bom velhinho Papai Noel. O único lado positivo destes candidatos é que eles facilitam o meu processo de seleção. Um partido que lança tais candidatos demonstra o quanto ele está comprometido com a cidade e o quanto ele é sério. E me permite eliminar, sem culpa, todos os seus candidatos do meu rol de escolhas.

Afinal, ninguém merece uma piada como seu representante na cidade.

Será que ninguém pode ser um bom vereador? (santinho retirado da coluna do José Simão no Uol).



Cada um no seu quadrado

Para comemorar seus 30 anos a Lego "enquadrou" alguns famosos. Ela lançou um linha com personalidades do mundo artístico. Muito bacana tirando o fato que transportar a curvilínea Angelina Jolie para um mundo retangular é uma completa heresia.

 O casal Angelina e Brad

e Madona, numa dimensão onde Yoga não faz efeito. 

Coragem pra dizer a verdade.


Eu gostaria de ver a cara do cliente ao ser apresentado à peça. Na verdade, me contentaria em ver a cara da atendimento ao vê-la. Pena que eu não trabalhe na McCann Ericksons de Praga. Quem sabe um dia. (Peça retirada do I  believe in advertising)

Atendimento(?)

Ninguém duvida que um bom atendimento faça a diferença na hora do consumo. Um bom vendedor é capaz de conseguir aumentar o valor da compra; já um mau pode deixá-la intragável.

Joaõzinho foi na Status com sua mulher logo depois do almoço para tomar um cafezinho. Um cafezinho não, um cappuccino italiano (um expresso, servido numa xícara  revestida de chocolate). Sentaram ao balcão e pediram o cappuccino. Enquanto aguardavam o atendente preparar a bebida, chegou outro balconista e começou a reclamar:
- Pô, cara, cappuccino italiano a esta hora é difícil. Atrapalha todo o balcão quando aqui está cheio.
- Já fiz 20 em um dia. Respondeu o outro, um pouco constrangido.
- O pior que é só um pedir, que todo mundo quer um igual.

Sem dar mais atenção a seu colega de trabalho, o atendente acabou de preparar a bebida e serviu. Tão logo colocou as xícaras na frente do casal, o cara ao lado perguntou o que era aquilo e pediu um igual.

Observando a cena, o balconista resmungou em alto e bom som enquanto limpava o cano de vapor da cafeteira com o mesmo pano com o qual acabara de limpar o balcão.
- Não falei que é uma praga. É só um pedir que todos querem também.

Sempre achei que um produto que se vende sozinho fosse melhor de se trabalhar do que aquele que fica encalhado. Devo estar enganado. 

   

Vida de freela

Não é nada, não é nada. Mas não deixam de ser números:
2 meses, 2 agências, 5 máquinas diferentes, vários pits, alguns clientes e muitos colegas de trabalho. Uma porrada de nomes, padrões, proibições e manuais de marca para uma pessoa.
É, acho que estou gostando disso.

Sexo amigável - com o meio ambiente

O Greenpeace lançou o "Guia Greenpeace para um sexo amigável com o meio ambiente", com uma lista do que pode ser considerado sexo ecológico, ou respeitoso, em relação ao meio ambiente. Seu slogan é "Ser verde nunca havia sido mais erótico".

Entre as recomendações, apagar as luzes, consumir as chamadas frutas afrodisíacas livres de agrotóxicos, usar ecolubrificantes e por aí vai. Termina com "faça amor, não faça a guerra". A nota completa pode ser conferida no link.

Um sonho de rei

Todo mundo já sonhou em jogar como ou com o Pelé. Mas poucos podem imaginar onde e com quem Pelé sonhava em jogar.

Na nova campanha da nestlé (veja o filme), Pelé realiza o sonho de todos os times da série A do Brasileiro (e, quem sabe, o seu). Com alguns aninhos de atraso, é verdade.

Agora, a segunda camisa que o Rei veste (logo após a do Santos) não foi escolhida ao acaso.

Mataram o tempo

12h30 - a vítima se levantava da mesa para almoçar quando foi atingida por um PIT relâmpago. Com toda frieza e sem verba, o atendimento disparou o trabalho. Sem direito a defesa, o anúncio deveria ir para aprovação em menos de duas horas. Não havia escolha. Na manhã seguinte, o resultado do crime estava estampado em meia página de jornal.

Procuro por você, candidato.

Sou um voto conciente, sei que posso fazer a diferença, embora não consiga decidir uma eleição sozinho. Sei que governar e legislar não é um trabalho fácil - muitos já tentaram melhorar a cidade e não conseguiram. É por isso que, nesta eleição, vou me concentrar em um só tema.

Sendo assim, prometo digitar corretamente o seu número na urna eletrônica e lhe propiciar quatro anos de mandato se você se comprementer em tentar melhorar muito o trânsito desta cidade.

Espero propostas concretas para a aprimorar o transporte coletivo, que você lute pela liberação de verba junto ao governos federal e estadual para aumentar as linhas do metrô. É claro que você não precisa se limitar ao setor público, pode promover parceria com setor privado ou mesmo promover uma licitação para concessão pública, não vejo problema que uma empresa administre o metrô desde que ele seja eficiente.

Tenho esperança que você combata os tomadores de contas, uma praga que domina as vagas da cidade e que evite de maneira veemente sugestões porcas que só reduzem o sintoma por um tempo e não resolvem o problema, como o rodízio de veículos.

Se você tem a inteção de trabalhar neste tema, mande seu número. Não farei distinção por partidos ou apoios. Só me interessam as propostas.

Harri Puttar

No próximo dia 12 de setembro, entra em cartaz o filme Harri Puttar. Quando li a notícia no uol, veio uma sensação de dèjá vu. E não foi só eu. A Warner Bros. também teve esta sensação e está processando a produtora indiana responsável por 'Harri Puttar: a Comedy of Terrors'.

Os produtores de "Hari Puttar" disseram que haviam registrado o título há dois anos e que o filme não guardava nenhuma semelhança com a franquia "Harry Potter", sucesso absoluto da Warner. O filme indiano é a história de um garoto que luta contra dois criminosos que tentam roubar uma fórmula secreta desenvolvida pelo pai cientista do personagem.

Hum... fórmula secreta/poções mágicas, pai cientista/pai bruxo, Harri Puttar/Harry Potter...

É... deve ser implicância da Warner mesmo.

Só uma lembrancinha

Temos uma certa mania de, ao entregar um presente, dizer para quem o recebe: 'não repare. É só uma lembrancinha'. Mesmo que tenha se gastado horas para achar a tal 'lembrancinha' e mesmo quando o preço dela vá ser lembrando muitos meses no cartão de crédito.

Há algumas semanas, acompanhei uma conversa na mesa ao lado em um restaurante bacana de BH. Estava na mesa um casal mais idoso, quando chegou um casal mais jovem. Com o cumprimento, deu para ver que eram o filho e a nora do primeiro casal. Depois dos beijinhos de praxe, veio a conversa:

Nora: "Feliz aniversário. Comprei até um presentinho, uma lembrancinha para você". E entrega uma caixa enoorrmmee de chocolates da Kopenhagen.
Sogra: "Ah, obrigada. É mesmo uma lembrancinha muito simpática".
Nora (um pouco indignada. Afinal, aquela caixa de chocolates deve ter custado meia fortuna): "É... e nem é tão lembrancinha assim, né? Afinal, é Kopenhagen... e é muito bom..."

Lição aprendida: jamais chamem qualquer presente Kopenhagen - seja dando-o ou recebendo-o - de lembrancinha. Pode causar um certo constrangimento rs...

Amarelou, perdeu?

Quem já competiu ao menos uma vez sabe que perder faz parte do jogo. Não há times invencíveis: podem até parecer como tal por um tempo, mas um dia a derrota baterá ansiosa e amarga em sua porta. 

Não me julguem pessimista. Sou até muito otimista. São apenas análises de fatos: o Santos de Pelé perdeu, a seleção com Pelé também não ganhou tudo. Não falo apenas como torcedor. Para mim, um quarto lugar no Mineiro de judô foi uma tremenda vitória. Já o mesmo quarto lugar no Karatê foi uma tremenda derrota. Vitória  porque cheguei mais longe do que merecia; derrota porque um erro me fez sair antes do que eu queria. Injusto? De maneira nenhuma. Em competições elimitórias quem está melhor no momento vence. Não importa se foi por 1 cm ou se o ponto não valeu porque a base não estava firme. Perdeu. Agora só resta esperar a próxima.

E tem gente que espera muito: foram quatro anos ouvindo Rússia zumbindo em seus ouvidos. Mesmo assim, as meninas do vôlei brasileiro seguiram em frente, e finalmente chegaram até o topo do pódio numa Olímpiada. 

O ouro ofuscou a derrota para Rússia? Não sei. Acredito que elas sempre se lembrarão daquela derrota antes de cada decisão. Mas, pelo menos desta vez, não se importarão quando falarem em amarelar. Já que desta vez foi o topo do pódio que amarelou.


A primeira impressão

Fim de tarde de sexta-feira, já completamente esgotado pelo peso das horas amontoadas nos ombros, reparo o insistente pisca-pisca do MSN procurando minha atenção. Lá, um amigo da escola pergunta como se o tempo não houvesse passado.

- Você se lembra da Grolsh beer?
- Groxi... o quê?
- Grolsh beer. Aquela cerveja com gosto de azeit...
Antes de terminar a leitura as lembranças atravessaram a linha do tempo e invadiram minha mente com uma velocidade espantadora . Sim, eu me lembro da cerveja com gosto de azeitona. Durante 14 anos, a lembrança daquele sabor ficou lá, escondido em algum canto ermo e escuro do cérebro, onde é melhor nem entrar.

Estávamos em Cabo Frio, uma galerinha com pouco dinheiro em busca de mulher, praia e diversão. Era auge da arbertura de mercado promovida pelo até então "caçador de marajás". Naquela época, produto importado ainda era sinônimo de qualidade. Tinhamos acabado de chegar na cidade e fomos ao mercado providenciar nosso estoque de cerveja.

Não me lembro mais se era a única disponível, mas com certeza era a cerveja mais barata daquele mercado. Compramos caixas, torcendo para que fossem o suficiente para a temporada. Mais tarde, quando as latinhas já estavam geladas, fizemos o primeiro brinde daquelas férias. Silêncio. Todos olharam para sua própria lata e depois uns pros outros e depois 5 gritos ecoaram em uníssono.
- Puta que pariu!
A cada caixa, uma nova e falsa esperança de que fosse diferente das anteriores. Pela primeira vez na história, sobraram cervejas na geladeira.

Mas porque diabos, ele lembrou desta cerveja? De volta ao texto no msn, vejo que meu colega publicitário, que por acaso acabara experimentar a dita cerveja novamente, tentava me convencer de que naquela época tivemos o grande azar de comprarmos um lote que estava deteriorado.
- A cerveja é muito boa. Vamos tomar umas para você ver. Você não vai acreditar...

Embora curioso, ainda não aceitei o convite. Estou digerindo a idéia, mas descobri que as lembranças ainda não foram bem digeridas. Gosto de cerveja e de azeitona. Mas sem dúvida nenhuma que prefiro cada uma em sua embalagem. Quem sabe na próxima?

Propaganda de outro mundo

Só assim mesmo - de outro mundo - para definir a propaganda que está no site da Associação Brasileira de Educação de Trânsito. Fazer uma anúncio de funerária não deve ser tarefa fácil e fazer um anúncio bom de funerária não deve estar ao alcance de qualquer publicitário.

Por isso, ao ver o anúncio, chego a duas conclusões: a primeira é que a idéia não foi de um publicitário (por favor, publicitários, digam que eu estou certa!); a segunda é que o pessoal da Associação anda meio sem noção. Ou seu coordenador deve ser dono da funerária.

"SE VOCÊ QUER CORRER, O PROBLEMA É SEU! SE VOCÊ MORRER, O PROBLEMA É NOSSO."
TOMARA QUE VOCÊ NÃO PRECISE, MAS SE PRECISAR NOS PROCURE.
PAX PÉU - MOTORISTA IMPRUDENTE, FUNERÁRIA CONTENTE.
RUA JOÃO MACHADO 180 CENTRO - POMPÉU / MG FONE: (37) 3523-2173

Para quem duvida, segue o link: http://abetran.org.br/

Valeu a dica, Aninha. Mas não espalha o contexto rs...

Que coisa


Assim não dá: agora foi a vez das Meninas Superpoderosas virarem adolescentes. Estreou no sábado dia 2, no Cartoon, a nova edição do desenho que, em estilo mangá, traz Docinho, Lindinha e Florzinha aos 13 anos.

Será que no próximo mês verei Huguinho, Zezinho e Luisinho curtindo a puberdade também? Depois da Turma da Mônica, dos bichinhos da Parmalat e agora das Superpoderosas, só faltam eles...

Fé olímpica

Além das competições esportivas, outro ponto interessante de se observar é a diferença cultural e física entre as nações que são evidenciadas nas olimpíadas. 

Pode ser pela maneira fria e contida de se comemorar uma conquista ou pela explosão de alegria por ao menos terminar uma prova. Também pode ser pela diferença de estatura que existe entre os competidores dos países do norte e os do sul que deixam claro quem vive no lado de cima do mundo. Ou mesmo pelas cores do uniforme, que revelam um pouco da alegria ou da fé do povo.

Como os uniformes femininos que serão adotados por algumas seguidoras do islã. Podem até não favorecer o desempenho das atletas, mas mantêm sua fé inabalada. 
A burkíni sofre com uma concorrência desleal do fast skim. Em todos os estilos.


O fast skin, cobre todo o corpo e garante  bons resultados.


Importante é competir?

Os Jogos Olímpicos começarão dentro de poucos dias no que promete ser uma das Olimpíadas mais polêmicas dos últimos tempos. No esporte, as polêmicas não são restritas aos erros de árbritos ou ao uso de anobolizantes para melhorar o desempenho. Os lemas "o importante é competir" ou "o espírito olímpico prevalece" não são levados muito a sério por atletas, organizadores e nem políticos. Afinal, um milhão de pratas não valem um ouro.

Boicotes políticos como ocorridos em Los Angeles e Moscou difícilmente ocorrerão novamente. O esporte se torna um negócio cada dia mais rentável com cifras cada vez mais astronômicas. Imaginem o prejuízo não só para o país sede como também para empresas, que vão desde as de material esportivo, de refrigerantes às de cartão de crédito, se uma delegação como a dos EUA decidisse não participar dos jogos por protesto. Por quatro anos, o mercado americano não teria campeões olímpicos para se espelhar, vender novos produtos e angariar mais "ouro" para seus patrocinadores. 

A medalha de ouro que brilha no peito do atleta pode até ser a parte mais visivel de uma vitória olímpica, mas a grande riqueza passa é pelos bastidores. Não é à toa que cidades já brigam para sediar os jogos de 2016 sem ao menos terem começado os de 2008. Todas estão em busca do ouro olímpico. E nós ficamos na torcida verde-amerela.


As marcas das cidades que concorrem para sediar as Olímpiadas de 2016.

Crendices

Ao longo da história, o homem  buscou a cura de seus males não só pela da ciência, mas também pelo misticismo. Sem contar com os poderes divinos, na ausência de um médico, não custa apelar para pagés, magos, videntes e curandeiros. Se bem que pode custar um bocado. Não só de grana, mas de histórias.

Conversando com seu dentista, Joãozinho comentou sobre a gastrite que o estava incomodando. O dentista recomendou uma médica ortomolecular muito boa que havia curado seu filho.

- Meu filho estava sempre doente, médico nenhum sabia o que ele tinha. Aí essa médica detectou, por meio de um aparelhinho, que ele estava com um verme no fígado. Passou uns  remédios e ele está curado.

Confiando na recomendação do dentista, Joãozinho ligou para a médica. Chegando lá, estranhou a casa. Uma casa normal, sem placa e com alguns idosos conversando no jardim. Aquilo parecia mais um asilo do que um consultório. Tocou a campanhia, e descobriu que era lá mesmo. A dra. lhe atendeu toda sorridente.

- Dra., boa tarde...

- Não me chame de doutora, eu sou terapeuta. Deite aqui, meu filho, que eu vou acabar de conversar com o pedreiro e já volto.

Sem entender muito bem, Joãozinho deitou numa cama elétrica massageadora que mais fazia barulho do que massagem. E ficou pensado se seria uma sessão de análise ou o quê. Antes de ele chegar a uma conclusão,  chegou foi um cara no consultório com um aparelho que parecia um rádio amador  e foi logo perguntando:

- E aí, veio fazer o teste?

- Eh... eu acho que não...

- Acho que sim...

Nisto a "terapeuta" volta e pede para Joãozinho sentar e colocar a mão neste aparelho. A jeringonça tinha dois medidores de corrente e dois fios. Um que conecta em um vidrinho e outro que se conecta num objeto no formato de caneta que era pressionado na mão do Joãozinho.

- Neste vidrinho tem um tipo de verme morto, quando o marcador não se altera, você está limpo. Se ele mecher, você está com este verme. Explicou o sujeito.

- Mas como este aparelho vai detectar alguma coisa através deste vidro de água?, perguntou Joãozinho.

- Simples, pelos meridianos da acupuntura, ele detecta a energia do verme e compara com o do vidrinho.

Já desconfiando que a furada que se meteu era maior que imaginava, Joãozinho se submeteu ao "teste". O cara apertava a caneta nos meridianos da mão do Joãozinho, trocava o vidrinho e o marcador apontava a variação energética dos vermes enquanto o sujeito descrevia todos os nomes que Joãozinho alguma vez já tinha ouvido em aulas de biologia. No meio da troca dos frascos de água com os verme, a terapeuta fazia perguntas. 

Acabado o teste, e sem ao menos perguntar porque Joãozinho estava lá, a terapeuta pega um frasco de óleo de gergelim e entrega para Joãozinho pingar nos olhos. Enquanto isso, o sujeito diagnósticava a flora de vermes que estava provocando uma série de males no João - males que ele nem ao menos tinha percebido. 

- A giardia está provocando artrose. Você deve estar com as juntas doloridas.

- Não estou não.

- Mas ela está no seu fígado, deve ser então por que você se exercita.

- Mas eu me exercito. E como você sabe que há uma giardia no meu fígado? Como este aparelho mostra a localização do parasita se a variação do marcador foi a mesma em todos os frascos?

- A gente sabe pela energia, respondeu.

E já emendou outro diagnóstico e passou uma infinidades de remédios que só poderiam ser encontrados numa farmácia na próxima esquina (um amarzém que também tinha uma placa de drogaria).

Saindo de lá, Joãozinho depositou o óleo de gergelim na caçamba em frente à casa e ligou para contar a história para uma amiga que, além de médica, também é acupunturista. Depois de 5 minutos de gargalhadas, a amiga só conseguiu dizer:  

- E ela ainda pôs a pobre da acumputura no meio.

E se foram mais 5 minutos de gargalhadas.

Depois de "serem detectadas" uma série de parasitas em seu corpo, Joãozinho não teve dúvidas em reconhecer que ao menos um estava ali. Olhando para ele pelo retovisor do seu carro. 
Uma enorme topeira que estava escondinda e que agora também ria dele.


 

O que se come pelo mundo

Eu me lembro de ter lido esta matéria na Veja ou na Época há muito tempo e ter ficado impressionada com os dados. O tempo passou e recebi agora um e-mail com o mesmo material. Refrescou a memória e continuei impressionada. Acredito que a realidade de cada país não deva ter mudado muito... pelo menos, não para melhor.

Reparem no tamanho da família, a dieta alimentar de cada país, a disponibilidade de alimentos e a despesa com comida em 1 semana.

1 - Alemanha: Família Melander de Bargteheide. Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares


2 - Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte. Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dólares


3 - Itália: Família Manzo, da Secília. Despesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dólares


4 - México: Família Casales de Cuernavaca. Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 pesos / $189.09 dólares

5 - Polônia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna. Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares


6 - Egito: Família Ahmed do Cairo. Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares


7 - Equador: Família Ayme de Tingo. Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares



8 - Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey. Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares

9 - Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing. Despesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares


Alguém tem idéia de quantos dólares gasta por semana com alimentação?

Também, foram crescer pra quê?

Os personagens adolescentes da Turma da Mônica ficaram tão diferentes que eu acabei confundindo a Magali com a Mônica. Graças ao Maurilo, do Pastelzinho, confusão desfeita:

- na foto do post abaixo, Magali bem magrinha. Será que continua comilona?

Todo mundo tem que crescer?


Alguém reconhece a mocinha ao lado? Basta imaginá-la mais baixinha, gorducha e com um coelhinho azul na mão...

Primeiro, foram os bichinhos da Parmalat. Agora, é a vez da Mônica e sua turma crescerem e entrarem na adolescência. Não é difícil sentir uma certa estranheza ao ver a Mônica e o Cebolinha grandinhos e a Magali mocinha.Em agosto, chegam às bancas as novas histórias da Turma da Mônica na versão adolescentes. Com estilo de Mangá (quadrinho japonês), os personagens crescidinhos ganharam ajuda de psicólogos e estudiosos do comportamento juvenil para terem suas personalidades delineadas.

Não sei, não. Acredito que alguns personagens não deveriam crescer conosco. Eles moram no nosso imaginário como crianças e deveriam permanecer assim por lá.

Reforço

Minha principal motivação para começar este blog foi me obrigar a escrever. Embora goste de escrever, sempre fui uma pessoa que dizia mais com os desenhos do que com as palavras e escrever para o Eu Consumo é uma forma encontrada para equilibrar esta equação. Acontece que não estou conseguindo escrever no ritmo que gostaria e muito menos no ritmo que um blog pede. 

Por isso, a partir de agora este blog contará com uma segunada visão sobre as relações de consumo. Liene Maciel, uma visão diferente, com formação também em comunicação, mas em jornalismo. Trabalhando também com publicidade, mas no marketing do cliente. Dividindo o mesmo computador, compartilhadno a vida e, agora, também o blog. Bem-vinda, minha gatinha.

Você não conhece o poder que tem o lado negro da força.

Poucos filmes me marcaram tanto como a série "Guerra nas Estrelas". Não pela qualidade dos filmes, é claro que nenhum desses seis filmes estão na lista dos melhores que eu já vi, mas é pela força que me atrai para tudo que se refere a esta franquia.

Uma força maior do que a decepção em ver os três últimos filmes produzidos, bem aquém de minha expectativa. E o pior, é que quando tentei rever os três primeiros filmes, eles ficaram aquém de minhas lembranças. Óbvio que os filmes não mudaram, eles continuam da mesma forma que da penúltima vez que os tinha visto. Tão pouco minhas lembranças estavam distorcidas, alguns diálogos e cenas estavam gravados em minha memória da mesma forma que eram executados pelos atores. Mas as sensações que os filmes me passavam não eram mais as mesmas de quando eu os via e revia há muito tempo, numa infância distante.

Mesmo assim, ainda vibro com os personagens dos filmes principalmente quando se transformam em atores de uma boa propaganda.


Junte-se ao poder do lado negro da força.

Num ambiente onde o poder do alvejante é sempre reconhecido, aparece um produto que mantem a força das roupas negras.

Osama Bin no Brasil

Ao menos, foi o que achou uma operadora de telefonia celular brasileira (revista época). A operadora emitiu e enviou faturas, por engano, com o nome "Osama Bin + o nome da cliente".  Claro que a consumidora em questão não gostou do apelido, e virou até motivo de brincadeiras. Por causa disso, já pede indenização por possíveis constrangimentos.

Agora, o que me intriga é como o nome do terrorista mais procurado da atualidade foi parar na fatura do cliente?  Será que foi um ato de terrorismo?

Na seca

Dizem que no Brasil não basta ser lei, ela tem que pegar para que realmente entre em vigor. Em outras palavras, tem que haver fiscalização e, para tanto, cobertura da mídia.

Isto ficou evidente com a entrada em vigor da nova lei de trânsito. Mais rigorosa com os motoristam que ingerem bebidas alcoólicas, ela corria o sério risco de ser apenas mais uma entre tantas leis escritas em papel esquecidas pela população. A lei anterior sobre o consumo de bebidas alcoólicas por motoristas já era rígida, mas como não havia fiscalização para conter os abusos caiu no esquecimento. Esta parece que vai pegar, ao menos enquanto durar a cobertura dos jornais.

Os otimistas acreditam que esta lei já pegou. Já os pessimistas, que ela não passa de uma artimanha do governo para aumentar a arrecadação em um ano eleitoral. Os oportunistas, é claro, tentam descubrir alguma forma para lucrar. O céticos, como eu, acompanham os relatos, lamentam a cerveja não bebida, mas comemoram dados como os de São Paulo onde houve queda de 19% no número de atendimento às vítimas de acidente de transito (uol). Um bom resultado, que dá pista que esta lei continuará jogando água no chopp dos motoristas por um bom tempo.

Como se pode ver, os motoristas de táxis não são os únicos a lucrarem com a nova lei.



Imagem não é nada

Muitas empresas tentam compensar as deficiências de seu produto em sua apresentação. Investem em design arrojado, embalagens diferentes e decorações impecáveis de seus pontos de vendas. Todos os consumidores são influenciados na percepção da qualidade de um produto em maior ou menor medida por sua imagem. Não basta ser bom. É preciso parecer bom.

Contrariando a isso, um restaurante chinês foi decorado de uma maneira um tanto inusitada. O tema, não poderia ser menos adequado: banheiro (g1.com.br).


Vai ser difícil evitar piadinhas e comparações de com o que a comida se parece.


Só espero que o aroma não correspoda ao tema.

Sem comparação

O atual mêtro de Belo Horizonte para 2.412.937 habitantes (IBGE - 2007).


O de Buenos Aires para 2.776.138 habitantes (INDEC - 2001)


As linhas de metrô do Cairo para 6.789.479 habitantes (CAPM -2006)


O projeto para expandir o mêtro de BH. Devemos manter a esperança?

Vamos, levante-se da cadeira

Como manter sempre o motor ligado a todo vapor? Como saber se estamos utilizando plenamente nosso pontencial? Não há respostas, ao menos convincentes, para estas perguntas. Mas, para entendê-las, aprece alguém ou algo para nos chacoalhar e nos fazer pensar na rotina de nossos atos.

A BBDO de Nova York dosou bem o empurrãozinho nas pessoas para o site de emprego Monster.

Se não for por si mesmo, tente ao menos por quem se esforçou por você.

Só falta isso. Não falta mais.

Camelôs vendem de tudo. Por que então não vender com cartão de crédito?

Essa pergunta passou pela cabeça do camelô Tiago Maciel, que viu uma oportunidade de diferenciar-se de seus concorrentes e aumentar suas vendas. Embora não tenha um ponto fixo, e viva andando pela cidade carregando seus produtos, Tiago legalizou seu negócio, passou a comprar com nota fiscal e a pagar os impostos. Fez tudo que a operadora do cartão pediu. O esforço valeu a pena, além do, segundo ele, crescimento de 20% em suas vendas, o feito de conseguir comercializar com cartão de crédito sem um ponto fixo foi tão inusitado a ponto de ser chamado para relatar sua experiência para centenas de executivos que normalmente não parariam para ouvir sobre as habilidades de vendas de um camelô. E, como bom empreendedor, Tiago não vai parar. Ele já se prepara para vender também pela internet.

Pipoca na cabeça?



Fato: não dá para acreditar em tudo que se vê pela internet.
Dúvida: se é verdade que o celular pode transformar milho em pipoca, o que ele pode fazer com o nosso organismo?

Tutto cosa nostra

A feira era italiana.
Os cambistas vendendo alimentos não-perecíveis na entrada eram brasileiros.
Havia uma grande variedade de comida típica italiana.
Já a fila para comprar pizza era bem brasileira.
Uma travessa com cinco tipos de embutidos era da culinária italiana, a pressa de uma consumidora que não esperou que ela ficasse pronta e levou-a só com um tipo era brasileira.
A festa teve um ar italiano.
Mas o sol com certeza era brasileiro.

Reservado

Aninha iria comemorar seu aniversário em um domingo de feriado prolongado. Marcou o horário de modo que seus amigos que fossem viajar, chegassem a tempo para a comemoração. E como gosta das coisas bem certinhas, ela ligou para o Krug Bier, certificou-se que eles estariam abertos no dia e reservou as mesas antes de disparar os convites.

Chegando na chopperia um pouco antes da hora marcada, a surpresa, o Krug Bier estava com as luzes apagadas e completamente fechado. Em alguns segundos, a incredulidade, a raiva e a ansiendade tomaram conta de seu corpo. Começou a ligar para os convidados, com um misto de vergonha e indignação para remarcar o local em cima da hora. Os mais pontuais, ainda a encontraram na porta daquela chopperia para seguirem em comboio para o Albano's.

Nessas horas, é que nos lembramos da importância da existencia de empresas concorrentes e de como, para algumas, o cliente não é levado em consideração.

Conselhos financeiros

"Tempo é dinheiro. Se você se sente duro e sem tempo, então está duplamente pobre."
(Gustavo Cerbasi - no livro Cartas a um Jovem Investidor)

"Regra nº 1 (para investimentos financeiros): Nunca perca dinheiro. Regra nº 2: Nunca esqueça a regra nº 1"
(Garimpadas no livro "O Tao de Warren Buffett" pela revista Você S.A.)

Não sei se terei retorno financeiro com estas informações, mas posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que, com elas, o bom humor é um retorno garantido.

Prioridade

Há muito tempo, Joãozinho saiu da reunião de trabalho entusiasmado. O discurso da equipe de comunicação daquela pequena prefeitura do interior para a área de saúde o convenceu. A prefeitura queria não só aumentar o número de leitos como também humanizar os procedimentos e oferecer mais conforto nos atendimentos.

"A saúde é a nossa prioridade", disse a responsável da prefeitura. "Por isso, será o tema da nossa próxima campanha."

Dias depois, a recepcionista da agência chama Joãozinho na criação:

- Joãozinho, tem uma ambulância aqui na porta pra te entregar uma coisa.
- Uma ambulância? Como assim?

"Bom, me entregar é melhor do que me levar", pensou Joãozinho enquanto ia em direção ao veículo. "Me entregar algo? Que ambulância? Será que são as fotos da campanha da prefeitura daquela cidade? E as mandaram numa ambulância?"

Depois de comprovar suas dúvidas, Joãozinho, ficou com as fotos e com a esperança de que aquela ambulância tenha aproveitado uma viagem de trasporte de pacientes para entregá-las. Uma pequena esperança, mas já sem nenhum entusiasmo.

Materialização de um sonho

Quando criança, sonhava em um dia sair do túnel, subir as escadas correndo ainda meio atordoado pelo barulho e euforia da multidão, pisar com o pé direito na linha branca do gramado e honrar a camisa azul estrelada com uma chuva de gols.

Infelizmente, em pouco tempo descobri que meu futebol não era para tanto. Que o máximo que eu conseguiria era não fazer feio nas peladas. Mas o sonho ficou. E bisbilhotando o blog da agência Filadelfia, vi o filme da Nike que mostra, em primeira pessoa, a concretização deste sonho. Só que em outros gramados e com outras cores.


Dois minutos que me levaram de volta à infância.

Saudosismo

Quem já não ouviu que isso ou aquilo não é como nos velhos tempos? Para aplacar a saudade de algo que ficou preso no passado e na lembrança, já era possível encontrar produtos com um design retrô. Agora, o site worth1000 lançou o desafio de transportar produtos atuais para a linguagem dos primórdios da propaganda. O resultado de alguns são bem interessantes.



WII, o anúncio até que combinou com gráfico ultrapassado de seus jogos.

Valeu pelo link, Portugal.

Acredite quem quiser

As informações se propagam cada vez mais rápido e em maior quantidade. Mesmo quem está acostumado a trabalhar com um grande volume corre o risco de ser atropelado por elas.

Pela quantidade e pela velocidade com a qual a informação percorre todos os cantos, fica cada vez mais difícil checar sua veracidade ou relevância. Ela é consumida, repassada e depois, quem sabe, verifica-se as consequências. Hoje, qualquer um com uma "certa" credibilidade consegue seu palco para propagar sua mensagem. Seja uma ex-namorada querendo vingança por ter sido preterida, seja uma empresa querendo divulgar seu produto.

Era difícil de se imaginar que aquilo iria ganhar tamanha proporção. Com pouca verba, foi decidido que a divulgação do filme seria feita por ações de guerrilha inspiradas nas cinco histórias do filme. Numa delas, uma noiva abandonada ercorreria as ruas da cidade de véu e grinalda, distribuindo panfletos que contavam sua triste história, e se oferecendo para se encontrar com os homens que passavam por seu caminho. Para tanto, bastava entrar no blog da noiva e se cadastrar.

Alguns desconfiaram, pessoas acertaram que aquilo se tratava de uma ação de marketing. Mas muitas acreditaram. Algumas ofereceram ajuda, outras tentaram marcar um encontro com a noiva desesperada. Mas só um conseguiu tal proeza, na verdade uma. Quem conseguiu a façanha foi a apresentadora de TV Márcia Goldschmidt que por motivos óbvios fez uma entrevista e divulgou toda história.


Entrevista com a noiva abandonada.

E a revelação de que se tratava de uma ação para a divulgação de um filme foi feita no próprio blog da noiva.

Quem poderia?

Quem poderia parar por 90 minutos em plena tarde de quarta-feira para assistir a um jogo de futebol? Mesmo que não seja um jogo qualquer, quem poderia? Quem poderia passar dois dias úteis em uma fila para comprar ao menos um ingresso de um jogo de futebol?


Bem, aparentemente, cerca de 40 mil pessoas não só puderam como compraram. Os ingressos para jogo entre Palmeiras e Ponte Preta se esgotaram hoje às 13h30, apenas algumas horas depois de as vendas começarem. Parece que querem transformar o futebol em um esporte para vagabundos. Vagabundos, sim, mas com uma graninha. Já que os ingressos para o jogo em São Paulo custavam entre R$ 40,00 e R$ 120,00. Quem mais poderia?



Foto do Uol mostra alguns dos que puderam ficar na fila.
Mas, para esses, a longa espera foi em vão.
Bem lembrado, Rafael.

Tão perto, tão distante.

Dizem alguns especialistas que se pegássemos a Bélgica e a Índia e batêssemos tudo num liquidificador, o resultado seria algo muito semelhante ao Brasil. Uma bebida com alguns goles doces e sofisticados, mas em grande parte amarga e áspera.

Joãozinho estava entusiasmado. Acabara de sair de um almoço de negócios, no "A Favorita", muito produtivo. Não era um lugar que ele ia com freqüência e, por isso, tentava captar cada detalhe. Depois de uma bela refeição e já na calçada, despedia-se do presidente de uma grande empresa quando um som o despertou. No meio de um bairro onde mais se consome luxo na cidade, um fusquinha bege claro teve a ousadia de ofertar comida.

Enquanto os alto-falantes do veículo berravam - "Pamonha. Pamonha fresquinha." - Joãozinho imaginava quantos clientes não teriam vergonha de comprá-la ali.

A falta que um redator faz.

Nome, uma palavra pelo qual uma empresa será sempre lembrada. Ele pode expressar alguma característica ou o seu ramo. Pode ser simplesmente uma palavra bonita e sonora que mereça ser lembrada. Ou mesmo pode ser as iniciais de seus sócios, o nome da esposa, do marido, do cachorro. A única coisa que um nome não poderia fazer é tirar a credibilidade de
uma empresa.

Entrar na rua e dar de cara com escavadeiras abrindo um buraco enorme no meio da pista já não é muito agradável. Olhar a plaquinha de identificação da obra e descobrir que a operação se chama "Caça-esgoto" é dasanimador. Se a Copasa não sabe onde diabos ficam os esgotos da cidade, quem saberá?

Só espero que ela os encontre rápido, antes que entupam.

Movida pela fé

A constante adaptação às mudanças que ocorrem em um ambiente é uma característica fundamental para aqueles que buscam fugir da extinção. Principalmente quando a batalha pela sobrevivência é travada em um ambiente onde há instituições milenares, ricas e influentes, a agilidade em se adaptar pode ser o grande diferencial para os novos atores amealharem o rebanho.

Atenta a isso, uma igreja percebeu que têm coisas na vida que não têm preço, mas que para todas as outras existe o Mastercard. E comprou máquinas para passar cartões de crédito e débito para utilizá-los na cobrança do dízimo (revista Veja 9/4/08). 

Novos tempos, novas formas de quitar seus débitos com o Senhor. E, quem sabe em até 10 vezes sem juros no cartão.

Percepção

Na maioria das vezes, não percebemos sua presença. Mas, indiferente a isso, ele continua passando. Quando estamos com pressa, ele corre para acompanhar. Quando estamos amando, ele pára para observar. Quando temos planos, ele demora para analisar. E quando temos esperança, ele simplesmente continua o seu tic-tac. Para não afobar.

Desde que seja um Ford

Henry Ford é muito conhecido pelo processo de fabricação em série que inventou. Olhando sua mais famosa invenção, podemos nem perceber que por trás do homem que elevou o processo de mecanização ao extremo, havia alguém que também pensava em seus consumidores.

No livro "Feitas para Durar", os autores descrevem as ideologias centrais da Ford com base em um documento da empresa de 1980. A primeira delas é que a empresa considera as pessoas como sua fonte de força. Este filme não poderia traduzir melhor esse conceito.



Portugal, obrigado pelo filme.

Declarações de Guerra

Andando sempre em campo minado e no meio de fogo cruzado, o Atendimento não sai da mira do cliente e nem da criação. Mensageiro das bombas e também das conquistas, ele é o profissional responsável tanto por municiar a criação de informações para a realização das campanhas quanto de apresentá-las e aprová-las com o cliente.

Alguns Atendimentos velhos de guerra desenvolveram táticas bastante peculiares para tentar evitar um conflito quando uma bomba é jogada direto no QG da criação:

A Atendimento delicada (falando com sotaque paulista): Aqui lindinhoô, sei que vocês adoraram esta imagem. Mas quer fazer o cliente feliz? Troca a porrrrra desta foto e me manda de novo.

A Atendimento gatinha (miando bem mansinho): Joãozinhoooo, aqui... o cliente  gostou da proposta, mas quer ver outra opção. Você consegue fazer uma nova campanha pra mim até amanhã cedo, não consegue? Por favor...

O Atendimento lado-bom-das-coisas: Apresentei a campanha, mas não foi aprovada. Pelo menos, serviu de isca para descobrirmos o que o cliente realmente quer.

O Atendimento sem nocão: O cliente amou a campanha, fez apenas algumas alterações: o enfoque agora é outro. Não poderemos utilizar este nome para a ação. O filme não vai mais existir e ilustração vai ter que ser trocada. Mas vamos manter todo o resto. Ah, reapresentação da campanha ficou para amanhã cedo. Parabéns!

Como se vê, às vezes um conflito é inevitável.

¡Acá no hay!

Aninha tinha acabado de voltar de seu mestrado em Barcelona e se deparou com um grande desafio em sua empresa. Ela e sua equipe ficaram encarregadas de avaliar junto aos médicos e seus pacientes a aceitação de um medicamento para disfunção eréctil e elaborar a estratégia de lançamento no Brasil.

Muitas situações constrangedoras cruzaram seu caminho, infinitas demonstrações em modelos coloriram sua face de vermelho mas, apesar de todos os percalços, o lançamento do produto foi um sucesso. Animada com os resultados obtidos no Brasil, a fabricante contratou a equipe da Aninha para trabalhar no lançamento do produto no mercado argentino.

O trabalho seria gerenciado do Brasil, mas precisava de um apoio local. Aninha ligou para a agência de Buenos Aires com quem tinham um acordo operacional. No meio da explicação do trabalho, o argentino corta Aninha dizendo:- Acá no hay.
Pensando que tinha dito algo errado, Aninha explica novamente o trabalho e novamente é interrompida pelo argentino:
- Acá no hay.
Como o argentino não estava entendendo, Aninha tentar explicar de uma outra maneira e desta vez é interrompida furiosamente pelo argentino:
- ¡Acá no hay!
Bom, já com uma suspeita do que poderia estar acontecendo, Aninha pediu desculpas pelo mal-entendido e imediatamente ligou para seu sócio.
- João, acho melhor você ligar em Buenos Aires. Os argentinos jamais irão admitir, para uma brasileira, que há problemas de disfunção eréctil em seu país.

No fim, com ajuda de um intermediador, o lançamento do produto foi um sucesso mostrando que o problema até que existia na Argentina. Mas as brasileiras não precisavam saber.

Utilidade Pública

Campanha das fitas adesivasTesa (garimpada no notcot). Não faltará candidatos para serem os protagonistas das próximas peças.

De volta à infância

A última vez que fiquei tão empolgado com jogos eletrônicos foi quando fui apresentado ao Atari. Foi há muito tempo, mas descobri que ficou marcado em minha memória. Era um jogo de futebol bem limitado, tanto graficamente quanto em relação a sua jogabilidade. Só haviam três jogaodores de cada lado, que mal se interagiam e nem de longe lembram atuais jogos como o Fifa Soccer. Mas, mesmo assim, lembro-me que foi bem divertido.

Anos se passaram, o aprimoramento gráfico e a complexidade dos jogos atuais empurraram o Atari para algum canto escondido da memória. Ele ficou lá, empoeirando-se, até que conheci o Wii. Tecnicamente, eles não têm quase nada em comum. A começar pela maneira de jogar: o Wii é bem mais interativo. O jogador deve fazer os movimentos como se fosse um jogo real. Os sensores do aparelho captam esses movimentos e os transportam para o jogo. Há esforço físico. Numa luta de boxe, por exemplo, o jogador tem que socar o ar e não só apertar um botão.

Mas há duas características no Wii que me remeteram ao Atari: a primeira, e mais visível, é qualidade gráfica. A do Wii está tão abaixo de seus concorrentes que, embora também muito distante, se aproxima do Atari. A segunda, e a mais importante, é que o aparelho me fez sentir a mesma empolgação de uma criança que 20 anos atrás tentava vencer o seu primeiro desafio contra uma máquina.

Vaga privativa

Algumas áreas das ruas de Belo Horizonte já têm dono: os tomadores de contas. "Profissionais" nada especializados que atuam na área de segurança de veículos. Alguns deles trabalham com a benção e um jaleco da prefeitura, já outros, nem com isso.

A rua Santa Rita Durão, entre Afonso Pena e Ceará, foi loteada entre os "tomadores de conta" que lá atuam. Bem organizados, eles não só chegaram a um acordo sobre quem cuidaria de qual vaga, como chegaram ao ponto de pintar o nome de cada responsável nas respectivas vagas. Nesta região, por coincidência, quem não contratava os serviços destes "profissionais" corria o risco de ficar sem o retrovisor. Apenas uma coincidência.

Na mesma área, havia uma exceção, um lavador de carro devidamente cadastrado na prefeitura que não abordava os motoristas e, sim, esperava ser chamado. Ele também não cobrava para estacionar na rua e com orgulho falava: sou lavador, não "tomador".

Sexta chuvosa, parar próximo ao Palácio das Artes seria difícil. Mas, por sorte, a vaga estava lá. Bastou Joãozinho ligar a seta para o "tomador de conta" aparecer correndo.
- Pára aí não doutor, pára ali.
- Meu amigo, ali é faixa de pedestre. Vou ficar aqui mesmo.
- Tá bom doutor, mas... olha são 10 merreis adiantado.
- Dez, sem chance. E não vou pagar adiantado não, acertamos na saída.
- Não, doutor. Na saída são 3, 4 carros saindo ao mesmo tempo. Eu perco a grana.
- Gente boa, o carro não vai sair sozinho. Na saída a gente acerta.

Já alterado pela raiva, o tomador de conta avisa:
- Aqui, sou cadastrado na prefeitura e se não pagar adiantado eu não posso garantir nada.

Depois de um argumento tão persuasivo e com receio de como encontraria seu carro, Joãozinho deu um adiantamento.
- 2? Mas eu pedi 10!
- O resto eu pago na saída.

Na saída, por sorte ou pela chuva, o "tomador" já não estava lá exercendo seu ofício. Mas o carro continuava em perfeita condições apesar de abandonado pelo "vigia".

Culto

Joãozinho já viu e ouviu várias justificativas para se bombar uma peça. Desde o intrigante "não gostei" até o inacreditável "muito bom, mas está um pouco ousado. Acho que nossos clientes não gostarão." Mas quando ele pensava que nada poderia lhe surpreender, aconteceu o inimaginável.

Joãozinho fez os layouts para uma exposição de um grande artista. A aprovação de um material como esse é cansativa e cheia de idas e vindas. Além de aprovar com o cliente e com os patrocinadores, as peças devem ser aprovadas também pelos curadores. E, neste caso, eram quatro e um deles, parente do artista. Depois do material aparentemente ser aprovado por todas as instâncias, das fotos produzidas e dos arquivos começarem a ser finalizados para a produção, o curador-parente muda de opinião e diz que daquela maneira as peças não sairiam.

A justificativa não poderia ser mais supreendente. Em todas as peças, havia uma criança admirando uma obra. O curador-parente cismou que as peças mostravam uma criança cultuando o artista. Não uma simples contemplação da obra, mas sim, uma louvação religiosa, o que iria contra as convicções do artista. Ao ouvir toda a explicação do atendimento, Joãozinho não se conteve e rezou pela pobre alma perdida: "Deus, por favor perdoa-lhe. Ele não sabe o que diz."

Novos não, novíssimos.

Existem várias maneiras de se aumentar o mercado de um produto. Seja por novas formas de utilização, por estimular o uso mas freqüente ou pela conquista de novos consumidores, sempre há esperança de se conseguir vender mais.

Diminuir a idade de seu público-alvo é uma ótima opção. Principalmente se a empresa conseguir mantê-lo fiel pelo resto da vida. Nos EUA, empresas e lojas de cosmésticos estão promovendo festas de aniversário com manicure, pedicure, maquiagem leve e pintura no corpo. Nada de mais se não fosse por um detalhe. O número de velinhas no bolo variam entre 6 e 9 (The NY Times por UOL).

O que no passado era encarado como brincadeira de criança, hoje, é um mercado promissor. As crianças entre seis e nove anos se transformarão em consumidoras experientes antes mesmo de saírem do ensino fundamental. Um salão de beleza no Texas promove festas para estas garotinhas e oferece, também, um serviço de limusine. Cor-de-rosa, é claro. A bricadeira agora é de empresa grande. Esse novo comportamento é reflexo do que os especialistas chamam de Kgoy, das iniciais em inglês para "crianças se tornando mais velhas mais cedo". Em outras palavras, empresas fidelizando os consumidores mais cedo.

Denorex

Parece mas não é. Este slogan, que acompanhou minha infância pela televisão, está mais atual do que nunca. Depois do surgimento do shopping "popular", onde você encontra produtos de marcas consagradas (e de origem um pouco duvidosa) por menos da metade do preço praticado nas lojas "oficiais" e de DVDs e CDs genéricos, agora é a vez da Ferrari popular.

A polícia italiana desmantelou uma rede de fabricação e venda de Ferraris falsificadas (UOL). Foram apreendidos 16 carros, que seriam vendidos com um descontinho considerável em relação ao produto original. O preço de cada cópia variava de R$ 50 mil a R$ 120 mil, enquanto o do carro original varia de R$ 420 mil a R$ 670 mil.

A Ferrari "genérica"

Segundo a polícia, os carros eram vendidos como imitação pela internet. Além da venda de cópias sem autorização já ser um crime, algumas "revendedoras"estariam vendendo as Ferraris falsificadas como originais. Portanto, não custa nada tomar mais cuidado quando for trocar o seu carro esportivo.




Que a força esteja com você

O futuro é feito de sonhos. Ele não existe, é virtual. Quando me deparo com as inúmeras possiblidades que podem surgir com a passagem do tempo, sempre me lembro de uma frase do grande mestre Yoda que por mais preparado que você esteja, medo terá, medo terá.



Este vídeo (obtido no blog do Mapa Digital) mosta um sonho da Nokia. Distante? Talvez, mas os sonhos são poderesos. Afinal, como estariamos hoje se um homem não tivesse sonhado em voar como os pássaros?

Um estranho no ninho

Mesmo que seja por uma simples peça de roupa ou um corte de cabelo inusitado, os "diferentes" chamam a atenção e, às vezes, chegam ao ponto de incomodar os "normais" que os cercam.

O estranhamento que eles provocam chega a ser pertubador, e leva os "normais" a um série de questionamentos. Mas, às vezes, os diferentes nem são tão diferentes assim. Podem estar apenas fora de um contexto habitual. O que tem de tão diferente estar sentado, lendo um livro e tomando um café, por exemplo? Nada. A não ser se você esteja sentado, tomando um café e lendo um livro em uma das poltronas do Diamond Mall.

Sim, esta típica cena de cafeteria ou livraria desviou a atenção de todas as vendedoras da loja em frente e de alguns consumidores que paravam e se perguntavam como era possível alguém ir para um shopping ler. Divertindo-se com as indagações e com as respostas especulativas que ouvia, Joãozinho continuou lendo e tomando seu café.

E por que diabos alguém iria para um shopping ler um livro? Talvez porque Joãozinho foi deixar sua mulher na Anna Pegova e descobriu que tinha saído sem documento e sem dinheiro. Por sorte, havia um livro e alguns trocados no carro e ele achou melhor não arriscar voltar para casa e cair numa blitz. Talvez... isso é só uma especulação. Talvez ele seja simplesmente diferente.

Onde falta o Estado...

Embora muito criticada, e muitas vezes com razão, a indústria do consumo também consegue promover o bem-estar e até suprir demandas que seriam papel do Estado. 

A empresa suiça Vestergaar Frandsen lançou um canudo com filtros para tornar a água potável. Onde não há infra-estrutura, o "canudo da vida" pode fazer a difereça entre a sobrevivência e a morte. Apontado pela Saatchi & Saatchi como a principal "idéia que mudará o mundo", ele consegue filtrar a água contaminada com alguns microorganismos, como os que provocam cólera e diarréia, deixado-a própria para o consumo. (fonte: UOL)  A companhia recebeu como prêmio pela invenção 100 mil dólares da Saatchi divididos entre dinheiro e prestação de serviços.

Não sabemos se a empresa e a agência apenas visam o lucro ou se trabalham pelo ideal de uma causa nobre, provavelmente elas almejam os dois objetivos. O fato é que elas estão fazendo a diferença na vida de muitas pessoas. 
Mesmo com o aval da Universidade da Carolina do Norte, eu não beberia dessa água. Mas ainda tenho opção...