Pense em mim

Uma das características do ser humano é o apego. Nos apegamos a pessoas, a estilos de vida, a animais de estimação, a times de fuebol e até a objetos inanimados. E, quando possuímos tal sentimento por algo ou alguém, não procuramos um substituto.

Por isso, o apego aos objetos é um obstáculo para a indústria do consumo. Para ela, quanto mais "descartável" for um produto, melhor. Para tentar estimular o consumo e romper essa corrente de afeição, uma das estratégias das empresas é o desenvolvimento de novos produtos. Que, às vezes, não são tão novos assim. Mudam o design, a embalagem, acrescentam uma novidade ou reparam algum defeito para tentar manter a roda do consumo girando. E, para isso, elas contam com um grande aliado: a moda.

Afinal de contas, para que utilizarmos um produto até o final de sua vida útil se podemos substituí-lo por um mais novo, mais moderno, retrô, menor, maior, 2007/2008 ou melhor?



Valeu pela lembrança, Maurilo.

8 comentários:

Rubens disse...

Novidades são boas. Inovações tecnológicas realmente me atraem. Mas hoje mesmo falei com minha mulher que me considero um cara com uma certa facilidade ao desapego e à privação. Dou valor ao celular, mas vivo numa boa sem ele (já fiz isso por um bom tempo). Fico sem TV também numa boa. Y otras cositas más. Acho a privação, compulsória ou voluntária, um excelente exercício de introspecção. Quanto mais me afasto do mundo material, mais me aproximo das coisas do espírito. Mas que há uma grande sedução no mundo do consumo e seus brinquedinhos, ah, isso há! Resistir a isso é uma opção pessoal.

Redatozim disse...

De nada, Edu. É um puta filme e seu blog tá muito bacana, velho. Quanto ao comentário do Rubinho, lúcido como sempre e sempre bom de se ler.

Eduardo César disse...

Rubens, a sedução é muito grande e manter o controle é difícil. Não podemos perder a noção do que é realmente importante e nem do que não é.

Eduardo César disse...

Obrigadão Maurilo. Concordo plenamente com você sobre o comentário do Rubinho.

Liene Maciel disse...

Tenho que admitir que fiquei com dó do abajur... e olha que nem sou tão apegada assim às coisas.

Eduardo César disse...

Você não foi a única Li.

cantabile disse...

REalmente esse filme é muito bom.
E o seu blog também.
voltarei depois com mais tempo.
bjs

Eduardo César disse...

Obrigado Cantabile. Será sempre bem-vinda.