Direitos iguais

Era carnaval e Aninha estava, como todo mundo, pulando em Diamantina. Sempre cheia de energia, ficava subindo e descendo as ladeiras em busca de novas atrações nos intervalos entre as batucadas. Como se não bastasse toda a agitação das ruas.

Procurou tanto que achou. Mas achou tarde, a casa estava aparentemente cheia e o segurança barrava todas as pessoas que tentavam entrar. Adepta da seita que prega a utilização do sorriso como chave mestra, foi falar com o segurança. "Ei Moço, eu queria tanto entrar (olhando para dentro da casa, já substituindo o doce sorriso por uma carinha tristonha). Será que você não poderia deixar?" "Você está sozinha?", respondeu o desarmado guarda-porta. "Não". "E com quantas amiguinhas você está?", derretia-se o sujeito. "Só com mais uma pessoa." "Só uma? Vá lá buscá-la que eu deixo vocês entrarem."

Aninha não perdeu tempo. Foi para o meio da multidão e logo voltou segurando a mão de seu noivo. O segurança, olhando com desprezo para a cara do Joãozinho, colocou a mão tampando a passagem da porta e falou olhando por cima: "A casa está cheia, não pode entrar mais ninguém."

7 comentários:

Redatozim disse...

Usando a mulher como batedora tsc, tsc, tsc

Danny Falabella disse...

tsc,tsc mesmo...achou que o sujeito ia mesmo deixar um marmanjo entrar??nem com todos os doces sorrisos de Aninha...hehe

Eduardo César disse...

Moçada... foi uma tentativa válida. Vai que dava certo.

Liene Maciel disse...

Não tenho nada a ver com isso, ok? Se fosse eu, tinha entrado todo mundo... hehehehe...

Eduardo César disse...

Antes que haja dúvidas, a história é na terceira pessoa do plural.

Danny Falabella disse...

pooooxa! Então não é o Joãozinho..é o zezinho!

Eduardo César disse...

Dany, a maioria dos casos do Joãozinho são em primeira pessoa. Ele assume a autoria de outros quando não quero identificar um dos consumidores da história.