Fome de quê?

Domingo é dia de acertar as contas dos pecados cometidos. E, desta vez, as penitências foram altas. Nada de Pai-Nosso ou Ave-Maria, hoje foi dia de acompanhar minha esposa em um bazar.

No início tudo normal, várias araras cheias de roupas, por todos os lados mulheres esperimentando as peças, muito baralho e um calor infernal. O bazar foi montado em lojas fechadas de um street shopping que não deu muito certo. A estrutura é precária, não há provadores, só alguns poucos espelhos - o que forçava as mulheres a abusarem de sua criatividade para poderem esperimentar as roupas no meio de todos.

Fiquei observando o movimento para passar o tempo até que percebi algo estranho. De repente, um silêncio tomou conta da sala. A maioria das mulheres passaram a olhar fixamente e com um certa tensão para algo que estava chegando por minhas costas. Como num estouro de boiada, elas saíram correndo na mesma direção deixando tudo para trás e, como hienas famintas, atacaram uma nova arara de roupa que acabava de chegar.

9 comentários:

APPedrosa disse...

Homens! Jamais vão entender a atração fatal entre mulheres e liquidações. O melhor é se manter à distância e só conhecer o resultado do dia pelas sacolas que ela levar para casa, Du.

Rubens disse...

Texto bem escrito é assim: ele te conduz e no final... surpresa! Confesso que pensei que as hienas iam atacar não a arara, mas o bicão do bazar.

Eduardo César disse...

Ana concordo plenamente. Acho que você poderia ter uma conversinha com a Liene.

Eduardo César disse...

Rubinho, o bicão foi mais esperto e conseguiu voar para um local mais seguro. Mas foi por pouco, muito pouco mesmo.

Danny Falabella disse...

homem em bazar é oleo na água..

Eduardo César disse...

Danny isso poderia se resolvido estipulando um tempo. Vinte minutos de permanência já é mais do que suficiente. Mais do que isso, vale um salvo-conduto até o bar mais próximo.

Redatozim disse...

Eu num levo minha muié no mercado central e ela não me leva no bazar. É justo, é muito justo, é justíssimo.

Danny disse...

nooosa Maurílio! Justissimo..mercado central pode ser o uó pra nós mulheres assim como bazar pra vcs!hehehe

Eduardo César disse...

É Maurilo, eu não tenho tanta sorte. A Liene adora o mercado. Também gosta de ir no Mineirão e, por ossos do ofício, passou a gostar até de jogos de basquete. Só me restava os jogos de futebol pela TV para barganhar. Mas com a qualidade dos nossos times, nem eu consigo mais ver.