Sindrome do Patinho Feio

Quando criança, lemos a história do “Patinho Feio” sem perceber de imediato a importância da mensagem transmitida pelo livro e como seria melhor a nossa vida se conseguíssemos utilizá-la no nosso dia-a-dia desde cedo. Um dia, pode ter certeza, todos nós faremos ou papel do pato ou do cisne na história.

No atendimento ao cliente, um erro de avaliação pode ser fatal. Joãozinho tinha acabado de sair do clube com sua mulher e lembrou-se que ainda não tinha comprado o presente de aniversário de seu amigo. A festa seria em poucas horas, e eles, não querendo perder tempo, foram direto para o shopping no mesmo bairro. Eles entraram numa loja em que já eram clientes há algum tempo para comprar uma camisa. Sem dar muita importância à falta de assédio das atendentes, escolheram o presente e aproveitaram os preços atrativos para comprar outra camisa e uma calça para ele. Feitas as escolhas, foram atrás das atendentes que conversavam em um dos cantos da loja. 'Boa tarde, vocês têm esta camisa “P”?' Depois de alguns segundos de silêncio constragedor, e de uma pequena discursão de quem iria atendê-los, uma delas desabafa: 'Fica sendo minha vez, então.' Joãozinho fica com a impressão de estar incomodando, mas aguarda a vendedora ir até o estoque.

Tudo certo, e a vedendora pergunta a forma de pagamento. 'Cartão', respondeu Joazinho tirando-o da carteira. Abrindo o primeiro sorriso desde então, a simpática vendedora pega o cartão e, virando-se para as colegas, faz uma dancinha estilo “pizza da ex-deputada”. 'Meninas, olhem só'. A simpática vendedora vira-se para o sr. João e pergunta se ele não gostaria de fazer um cadastro na loja. Joazinho agradece e recusa educadamente com uma desculpa qualquer. Pega suas compras e sai com um sorriso constrangido por se sentir inferior ao seu pequeno Amex de plástico.

4 comentários:

Liene disse...

Somos o que temos, somos o que aparentamos ter ou somos aquilo que trazemos em nossa essência?

Eduardo César disse...

Li, somos tudo isso juntos batido num liqüidificador cerebral de cada pessoa que nos cerca. E o resultado nunca é igual, mesmo utilizando os mesmos ingredientes.

Rubens disse...

Edu, sempre dei valor a estabelecimentos comerciais que nos proporcionam experiências e não simplesmente nos oferecem produtos e/ou serviços. Mas como, na maioria das vezes, encontramos estabelecimentos despreparados para nos oferecer o básico, perdi completamente a expectativa de um bom atendimento. Entro frio, vou direto ao que quero e vou embora. A não ser que seja surpreendido no meio do caminho. Mas confesso que às vezes cometo um deslize: procuro ser bonzinho com vendedores, dando "deixas" para que eles se superem. Apesar disso, não costumo dar uma segunda chance a quem não me atende bem. Acho que é a idade. Abraço e parabéns pelo blog.

Eduardo César disse...

Valeu Rubens. Eu ainda tenho esperança de ser bem atendido. Mas já não me surpreendo com o despreparo dos atendentes. Abraços.