Será?

A indicação de uma empresa, produto ou serviço sempre teve mais credibilidade quando era dada por um membro da família ou conhecido. Agora, uma pesquisa da Edelman (no mmonline) mostra que a confiança dos consumidores em sugestões de amigos na internet diminui em quase a metade nos últimos dois anos.

Com a profusão de informação pela internet, os amigos não são mais consideradas fontes 100% confiáveis. A pesquisa mostra que, agora, como é na publicidade, quanto mais vezes, em lugares diferentes e divulgadas por pessoas diferentes a informação for transmitida, mais confiabilidade ela passará. A descrença nas informações transmitidas também cresceu quando divulgadas pela TV, rádio e jornal. Entretanto, quando a mensagem foi transmitida pelo presidente ou dono da empresa ela foi considerada confiável por mais pessoas em 2009 do que em 2008.

O marketing boca-a-boca pela internet já pode não parecer o mesmo. Mas ainda é uma ação eficaz, embora, segundo a pesquisa, provavelmente apenas 25% de vocês que chegaram até esta frase darão algum crédito a esta informação. Agora, quando uma das bocas é a de um alto executivo, a coisa muda de figura e a informação ganha mais relevância.

Vamos fazer juntos?

Você já imaginou que um dia os jornais a Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo poderiam ser entregues juntos para seus assinantes?

Pois é, a Talent pensou. E no dia 16 de março os assinantes do Estadão e os da Folha receberam em suas casas os dois jornais, juntos em um mesmo pacote, numa ação do Santander.

Uma ótima e pertinente ação criada pela Talent.



Via #carolmarinheiro.

Fuga da realidade

Quem já não pensou em, ao menos por alguns minutos, fugir da sua realidade, buscar coisas novas, quem sabe até mesmo procurar uma grande aventura.

Pois é focada em realizar estes desejos que a empresa de entretenimento francesa Ultíme Réalité criou um programa que é uma verdadeira cartase. Sequestrador, sequestrado, traficante de drogas em fuga ou caçador de recompensas, não importa o seu sonho - ou mesmo seu pesadelo - são várias as possibilidades e cenários que você pode entrar de corpo e alma.

O serviço funciona de maneira escalonada: há três níveis de aventura. Por exemplo, se você quer ser um sequestrado, o primeiro nível te proporciona 4 horas de emoção. Ser sequestrado, preso e amordaçado com a garantia de um verdadeira pressão psicológica já incluída. O segundo nível, são 10 horas com todos os serviços do primeiro pacote e mais alguns bônus: violência e terror. E a promessa de ser inesquecível. O terceiro pacote é mais pessoal, já vem com todos os outros serviços dos outros dois pacotes e pode-se incluir outros, como o seu próprio resgate. O que vale é a sua imaginação.

Para quem se interessou pelos serviços, a Ultíme Réalité oferece seus serviços também fora do território francês (não sei se eles já operam no novo continente). Tudo dentro da lei, e o cliente não dúvida se foi um sequestro de verdade: eles dão nota fiscal.

PS: descobri o Ultíme Réalite no artigo do Leonardo Chebly, na Viver Brasil nº 32.

Quer que desenha?

O contato com algumas corretoras de imóveis em Belo Horizonte não foi uma experiência de consumo muito agradável. Foram três as que realmente levaram em consideração o que queríamos enquanto que as demais tentavam empurrar o que tinham em seus portifólios.

Os requisitos não eram difíceis de serem compreendidos: rua não muito íngreme, em local tranquilo, que o apartamento não fosse no primeiro andar ou no primeiro andar acima do salão de festa, que estivesse dentro de um preço x e que fosse em alguns bairros determinados. Simples, mas que alguns corretores simplesmente ignoravam.

- Oi, Eduardo, aqui é o João, corretor da imobiliária W. Tenho um apartamento que acabou de entrar que é exatamente que você está procurando.
- Como que ele é João? E em qual região?
- Não vou te falar não. Você tem que ver?
- João, só quero poupar nosso tempo...
- Não, você vai adorar, vamos lá conhecer.

Realmente, o apartamento era muito bom mas, pelos os que eu já tinha visto, comecei a desconfiar que algo não estava dentro dos padrões que procurávamos.

- Muito bom, João, mas, quanto é este apartamento?
- Esse aqui é uma oportunidade, nem entrou no sistema; te trouxe aqui porque fui eu que captei. Este apartamento vai ser vendido rapidinho. É só entrar no sistema que meus colegas vão trazer os clientes aqui. Se você gostou faz uma proposta.
- Ok, mas quanto estão pedindo?
- Estão pedindo 2x.
- Pô João, te falei que só posso pagar x...
- É só fazer financiamento!, respondeu o corretor com a segurança de quem havia resolvido todos os problemas do mundo. Pena que a confiança não era suficiente para resolver o nosso problema.

- Ué João... mas, fazer um financiamento não vai diminuir o valor do imóvel ou vai?

Uma agência para se trabalhar

Em uma entrevista para revista About (edição 892), Nizan falou que nenhuma de suas empresas jamais seria uma das melhores para se trabalhar. Mas, elas seriam algumas das melhores com quem se trabalhar no Brasil.

A classificação de ser ou não ser uma boa agência para se trabalhar só poderia ser feita por funcionários e ex-funcionários até hoje já que a pesquisa "As melhores empresas para se trabalhar" não englobava o universo da propaganda. Agora, o Great Place to Work Institute (GPTW) fará um levantamento para descobrir qual é a melhor agência para se trabalhar.

Realizada em parceria com as associações do setor de comunicaçõa, a pesquisa será gratuita para as agências, que podem se inscrever pelo site do instituto GPTW. Resta saber se alguma empresa do grupo controlado pelo Nizan vai se aventurar.

O ferreiro fez o espeto

Para valorizar a publicidade a Associação Brasileira de Agências de Publicidade ABAP e a Associação Brasileira de Anunciantes ABA se uniram para anunciar uma campanha que mostra a importância da propaganda para a economia. Criada pela AlmapBBDO, a campanha mostra de uma maneira simples e divertida a diferença que faz a publicidade em nosso dia-a-dia.



Dois lados da carteira

Pesquisa do Ipea de hoje diz que em 2010:

Vai faltar gente qualificada: na construção civil, no comércio, na saúde, na educação, na alimentação... Serão 188 mil vagas em aberto sem gente boa para preencher. Estarão principalmente no Paraná, Santa Catarina e Rondônia.

Boa notícia, não? Mas a mesma pesquisa diz que:

Vai sobrar gente qualificada: na indúsdria, na agricultura, no setor público, no transporte, na comunicação... Serão mais de 650 mil profissionais "sobrando" no mercado. Estarão principalmente na Bahia e no Pará.

Felicidade dura pouco.