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Grata surpresa

Sempre me senti meio orfão por nunca ter encontrado um lugar que vendesse um bom pão de queijo e que me oferecesse uma grande experiência de consumo. 

É inegável que sempre houve bons pães de queijo no mercado em Belo Horizonte como o da Dona Diva Café e Quitandas e o do Supermercados Verde Mar. Mas, para mim, sempre faltava algo. A possibilidade de sentar e relaxar em um ambiente aconchegante por exemplo. Ou mesmo um pouco de silêncio. Nesses dois lugares o produto sempre foi da melhor qualidade, mas a experiência de consumo é próxima da proporcionada por um restaurante fast food.

Por tudo isso, fiquei muito contente com a "descoberta" tardia da A Pão de Queijaria. Adiei minha visita ao lugar até este final de semana com receio de que a minha expectativa não fosse atendida. E nem preciso dizer que ela foi superada. O pão de queijo, com queijo da Serra do Salitre (a cada dia há um pão de queijo feito por um diferente tipo de queijo) é excelente, e o lugar proporciona tudo para quem aprecia um bom lanche com calma.




Queijo cura

Queijo não perde, queijo cura. Com essas palavras Laura começou uma apaixonante aula sobre este laticínio em sua charmosa loja na Savassi. Em um ambiente rústico recheado com muito bom gosto, na De Lá encontramos produtos artesanais produzidos no interior mineiro.

Com uma proposta genuina de valorizar toda a cadeia produtiva, a loja oferece desde os maravilhosos queijos da Serra do Salitre, não adianta insistir que ela não vende os que estão expostos na vitrine, os da Serra da Canastra, passando pela manteiga e doces até chegar na castanha Baru, uma saborosa desconhecida, pelo menos para mim, nativa do serrado mineiro. 

Para quem é vidrado em queijos como eu, foi uma deliciosa descoberta. Não só de uma loja mas de um ponto de referência de produtos de minha terra.

Balanço de uma noite

A Noite Branca, evento realizado pela Fundação Clóvis Salgado, deixou bem claro algumas coisas para mim: primeiro, foi a falta de compromisso e o amadorismo de alguns responsáveis pelas instalações. Em um evento que começou às 18h, as 21h40 havia, pelo menos, duas instalações ainda sendo montadas, sem contar "Área a Construir", é claro.

A segunda, e mais nítida, é a carência de eventos culturais interessantes e realmente populares em Belo Horizonte. A organização esperava 2 mil pessoas, compareceram 10 mil. De diferentes idades e variados estilos. O sucesso de público acabou refletindo em dificuldades para comprar fichas das barracas de alimentação, mas não eclipsou o evento.

A Noite Branca foi muito positiva, democrática e divertida. Revelou algumas instalações e manifestações interessantes como Jardim das Delícias, 50 Ghosts e #parque aberto 24h e outras ingênuas como o # ônibus sem catraca. Sem dúvida, a noite  do dia 14/09 não passou em branco. Foi uma excelente iniciativa que tem tudo para se tornar um evento permanente no calendário da cidade.

Jardim das Deleicias de Ricardo Brasileiro e Josana Matedi

Nenhum lugar

Um roubo próximo ao 12º Batalhão de Infantaria, um boletim de ocorrências e uma frase de um policial.
"Hoje, não há mais lugar seguro na cidade." Franqueza reconfortante, não?